sábado, 22 de setembro de 2012

Pica-Pau Amarelo do Tarumã se chama Pica-Pau Velho na reserva da Bodoquena no Mato Grosso do Sul

Em nossas matérias sempre destacamos a importância ambiental de nossos últimos fragmentos de florestas urbanas no entorno de Manaus, com destaque para as florestas da #Apa-tarumã onde milhares de árvores, dezenas de igarapés, nascentes, cachoeiras, igapós abrigam uma fauna exótica composta de animais raros e ameaçados.
O Sauim-de-coleira (saguinnus bicolor) é apenas um exemplo. Nosso pedido de socorro e misericórdia para estes últimos santuários de vida, ao invés de comover, parecem incomodar e atiçar rancor nas autoridades constituídas que deveriam estar protegendo estas áreas, mas na verdade estão patrocinando a destruição oferecendo licenças ambientais suspeitas para instalação de fábricas, condomínios e até indústrias  na #Apa-Tarumã.
Ontem vendo o Globo Repórter conheci a bela Reserva da Bodoquena no Mato Grosso do Sul. Foi uma grande surpresa ver o mesmo pica-pau amarelo fotografado aqui no quintal da nossa casa no Tarumã, vivendo na Reserva. Lá ele é conhecido como Pica-Pau Velho. Não sei se o nosso vai prá lá ou se o de lá vem prá cá, ou mesmo se são apenas parentes que vivem separados. Lá na Reserva é um animal catalogado e protegido. Aqui apenas mais um passarinho idiota. Ninguém liga prá passarinhos idiotas aqui. Este pássaro frequenta uma floresta condenada aqui. Por aqui florestas perto da cidade não passam de mato a ser derrubado. Florestas urbanas aqui, não têm a menor importância.
Nós do Blog Água Branca estamos fazendo nossa parte para chamar a atenção dos moradores de Manaus sobre a necessidade de se proteger estes fragmentos florestais de forma correta. É preciso parar toda a destruição que já ameaça quase a totalidade destes fragmentos urbanos de floresta. Este pássaro em particular está demonstrando toda sua capacidade de adaptação, sobrevivendo em um ambiente cada vez mais pobre, sem alimento, abrigo e água limpa. Veja neste endereço http://bonitobirdwatching.blogspot.com.br/ como é belo um ecossistema preservado. Saiba que existem muitas alternativas sustentáveis para florestas urbanas como as nossas aqui da #Apa-Tarumã.   

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sucuri no Água Branca


Hoje conseguimos flagrar uma sucuri - a famosa anaconda.
Eram 11:30 da manhã quando fomos surpreendidos pela cobra mais temida da Amazônia. Essa foi a primeira vez que conseguimos registrar sua presença no igarapé,  hà dez anos atrás moradores da rua Caravelle pegaram uma sucuri de seis metros mas não havia fotos ,somente o relato dos quatro homens que seguraram a gigante.
Pelo tamanho parece ser filhote, mas mesmo assim assusta . Ficou totalmente camuflada na água e depois foi para parte mais funda onde sempre tomamos banho...simplesmente não dava para ver nada.
Um presente e ao mesmo tempo uma preocupação pois muitas crianças tomam banho no igarapé e não sabemos para onde foi, então provavelmente ficará com o banho só para ela por um bom tempo.


A sucuri é uma cobra sul- americana da família Boidae, pertence ao gênero Eunectes. Tem a fama de ser uma cobra enorme e perigosa, também são conhecidas como boiaçú, boiçú, boiuna, sucurijú, arigbóia e sucuriú.
Existem quatro espécies de sucuri :
. sucuri - amarela , menor e endêmica do Pantanal;
. sucuri - preta, maior e mais conhecida , ocorrendo em áreas alagadas do cerrado e da Amazônia;
. sucuri - malhada , endêmica da Ilha de Marajó ;
. sucuri - da -bolívia .

A sucuri pode viver até 30 anos , é a maior serpente do mundo e as fêmeas são maiores que os machos atingindo a maturidade sexual depois dos seis anos de idade.

Sua banha é usada pelo povo Guarany e demais povos da floresta desde épocas imemoriais para erisipela , reumatismo e contusões .
Essa foi mais uma história dos encantos do igarapé Água Branca , sempre com uma surpresa inesperada para quem convive no local e para os que visitam no virtual !!!







Texto e imagens :  Michele Moraes (administradora do blog )

sábado, 18 de agosto de 2012

A beleza e o poder da Bromélia da Amazônia





A equipe do Laboratório de Polímeros Condutores e Reciclagem do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) faz estudos sobre a fibra de Curauá, uma espécie de bromélia que nasce na região Amazônia. A fibra de Curauá tem resistência mecânica da mesma ordem de grandeza da fibra de vidro. A diferença entre as duas é que a fibra de vidro é produzida por um processo industrial com altíssimo consumo de energia, já a fibra de Curauá é originária de uma fonte renovável, o que diminui esse consumo.
Conforme o coordenador do projeto, o professor Marco Aurélio de Paoli, a fibra será empregada em vários materiais, entre os quais, em termoplásticos em geral, nylon, polietileno e polipropileno e, num
futuro próximo, no nylon-6.
Para se obter a fibra de Curauá, as folhas da planta passam por um processo  chamado “descordicação”, no qual são separadas da mucilagem, sendo esta usada como alimento animal. O processo para obter a fibra gasta menos energia, contribuindo para o meio ambiente, pois há menor pesos das peças de plástico e créditos de carbono, ou seja, menor emissão de CO2. A fibra de Curauá é produzida nas proximidades de Belém e de Santarém no Pará, de acordo com Paoli, a fibra é pesquisada desde a década de 90, “os índios e os habitantes do interior do Pará a usam para confeccionar redes, cordas e roupas”, diz. As peças de termoplástico reforçadas com essa fibra tem a mesma durabilidade das peças reforçadas com fibra de vidro.




A floresta do Tarumã abriga milhares destas espécies . caminhando  pela mata ciliar do igarapé é possível apreciar belíssimas flores de bromélias.
Mais um motivo para preservarmos toda essa riqueza , queremos o Tarumã vivo hoje e sempre !!!!









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segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Tarumã abriga Mini Pica-Pau raro.

Mesmo com tanta destruição ainda é possível encontrar espécies raras como esse mini Pica- Pau no Tarumã. Seu canto é inconfundível e sua beleza encantadora , nas nosssas pesquisas não encontramos detalhes sobre ele mas sabemos que existem várias espécies de mini Pica -Paus .
Bem menor que o Pica -Pau normal  o barulho quando bate nas árvores é tão alto quanto o grande.
Sempre que aparece está sozinho , divide a árvore com outras espécies de pássaros.

 
Tucanos e Araçaris também estão chegando para se alimentar dos últimos buritis da safra que começou no inverno e já está chegando ao fim. Mas  a comida está garantida com a florada das bacabeiras e Patauazeiros que já estão com cachos carregados.
Tememos pelo completo desaparecimento de pássaros tão belos  e exóticos. Pouco sabemos sobre eles e sua distribuição e quantidade. percebemos apenas que estão aparecendo em grupos cada vez menores talvez por causa da grande destruição de florestas que vem ocorrendo diariamente no Tarumã.

O pássaro ao lado é desconhecido para nós. Belíssimo e muito tímido, aparece de vez em quando e quase não se deixa fotografar. Parece ser solitário ou então tem um parceiro com plumagem  completamente diferente. Estes animais não estão sendo catalogados, estudados e nem protegidos. As florestas que servem de abrigo também passam pelo mesma situação de abandono e destruição. Não se ouve uma voz sequer de autoridades ou administradores públicos interessados em proteger ecossistemas inestimáveis como os que ainda resistem intactos na Apa-Tarumã.
Precisamos destacar que o lar destes animais é o igarapé da Água Branca, com suas margens ainda conservadas e cheias árvores centenárias que precisam continuar vivas para que Manaus tenha alguma chance de futuro com melhor qualidade ambiental.