sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Do Uaicurapá ao Tupé: Viva os Sateré!

                                   

Arquivo Jó Farah (77)                                                                                                      O Joãozinho não via a hora de chegar.“Andou de voadeira”, mas sem enjoar! Saindo de Parintins, até o rio Uaicupará, já quase no Pará. E chegando lá, foi só festejar! Sem precisar falar, começou a brincar. Brincou, brincou… Até cansar. Aí foi comer ingá, prá depois sentar e ainda sem precisar falar, se abraçar prá eu fotografar e depois morrer de rir… os curumins gostavam de se “Olhar”.

Não é preciso ser índio prá gostar de quem ocupou primeiro nosso norte. Aqui viveram e desapareceram quase sem deixar vestígios, cerca de cinco milhões almas indígenas.

Eles sabiam ocupar sem destruir. Usar sem acabar. Construir sem desfigurar. Aos que ainda ousam ser índios no mundo dos “civilizados” resta apenas lembrar que eles ainda existem, bem aqui pertinho.          

                                                                                            Arquivo Jó Farah (83) Na Praia do Tupé tem Sateré-Mawé. O Tupé também é Tarumã. Os bichos que tem lá, tem aqui. O rio de lá é o mesmo daqui. As árvores e os frutos de lá, também “dão” aqui. Os índios de lá, querem a floresta em pé. Nós, “civilizados” daqui também queremos.

 

 

2 comentários:

Delfino disse...

UM VIVA PARA OS ÍNDIOS DO BRASIL E PELO MUNDO AFORA.

Sobreviventes das relações com os não indígenas que centraram nestas relações até o momento a cobiça e a especulação por territórios e riquezas que nunca os pertenceram, e que foram tomados e usurpados de forma horrenda.
A especulação do homem não indígena ao Ameríndio e outros povos indígenas pelo mundo trouxe diversos problemas até os dias atuais.
É comum se observar que culturas antigas estão sendo trocadas por uma maneira barata e capitalista de se viver e isso nada fará os povos indígenas mais ricos ou melhores do que já são.
Por isso é necessário que ajudemos aos irmãos indígenas a encontrar, perceber e analisar mais facilmente a importância da sua cultura incluindo-se a língua, cultura material, mitos, ritos, crenças e histórias.
Que possamos incentivar para o processo da fruição com foco no revivenciamento das culturais indígenas com seu próprio passado.
Desta maneira é possível se acreditar que as relações de sentir, vivenciar a mãe natureza, educar e sobrepor as barreiras do mundo espiritual ensinadas pelas populações indígenas esclareçam, alertem e contribuam para o entendimento do homem não indígena quanto ao seu real compromisso e missão com as pessoas e Mãe Terra juntamente com todos os seres que aqui habitam, habitaram e continuaram habitando.

Estudiosos afirmam que toda população mundial tenha em seu sanque cerca de 5% de sangue indígena. Pense Nisso?

Roberto Delfino Maia da Silva
ONG - SALUTARMA
Pesquisador colaborador INPA-UFAM
EM 27.02.2010

Michele disse...

contribuição consistente a sua Beto. a idéia é essa mesmo.Publicamos e ficamos esperando interações inteligentes que aumentam e muito o nível das informações. Obrigado.